Diretrizes de dislipidemias


A atividade programada irá comparar as diretrizes brasileiras com outras, internacionais. Na realidade, serão discutidas três das nossas.

Uma delas é a de Consumo de Gordura e Saúde Cardiovascular. “Muitas vezes o cardiologista não sente segurança para falar sobre o tema quando indagado no consultório, por ele ser mais da competência do nutricionista”, comenta Rocha Neto. Mas, em atuação multidisciplinar, os dois profissionais precisam estar por dentro do que há de mais recente em matéria de recomendação.

A segunda é a diretriz sobre hipercolesterolemia familiar. Ela saiu recentemente com atualizações que ajudam a distinguir a pessoa com colesterol alto por questões ligadas ao estilo de vida daqueles que têm uma doença monogênica e que devem iniciar o tratamento o mais precocemente possível. “Entre os homens que não são tratados, 50% terão algum evento cardiovascular antes dos 50 anos”, aponta José Rocha, dando a dimensão do problema.

Finalmente, a sessão abordará as Diretrizes de Dislipidemia e de Prevenção de Aterosclerose, as quais são de 2017, mas que continuam sendo muito atuais. “Afinal, foi um documento de vanguarda, o primeiro a preconizar que indivíduos de muito alto risco cardiovascular deveriam ficar com LDL-colesterol abaixo de 50 mg/dl”, lembra José Rocha.

Até então, no resto do mundo todas as diretrizes recomendavam para esse paciente níveis abaixo de 70 mg/dl. Para se ter ideia, os europeus demoraram ainda dois anos para colocar uma meta tão baixa quanto a brasileira. E isso será questionado no evento.

Programe-se: será no dia 14 de outubro, às 13h50, no auditório 1.





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