Metaverso abre possibilidades em saúde: aulas de anatomia em avatar digital é uma delas


Pesquisador de Inteligência Artificial e ciências cardiovasculares apresentou, na Arena 03, tendências para o futuro



O metaverso foi tema de debate realizado na tarde desta sexta-feira, 14, durante o 77° Congresso Brasileiro de Cardiologia, que está acontecendo concomitantemente ao Congresso Mundial de Cardiologia. Na arena 03, Erito Marques de Souza Filho, doutor em ciências cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense e especialista em Inteligência Artificial e Tecnologia, falou sobre como a realidade poderá impactar o atendimento e as práticas médicas em um futuro não tão distante. A atividade foi coordenada por Evandro Tinoco Mesquita (RJ) e Marcus Vinícius Simões (SP).

Em primeiro lugar, o especialista fez uma retrospectiva do surgimento daquilo que se chama hoje de metaverso. De acordo com Erito, este conceito está relacionado ao surgimento dos jogos de videogame, que trouxeram inovações em tecnologias para aos poucos começar a assimilar elementos da realidade, como características de pessoas reais, de suas culturas e de seus países.

Após o aprimoramento dos jogos, na década de 1990, alguns livros de ficção científica começaram a desenhar os cenários e caminhos daquilo que entendemos hoje de metaverso: avatares, personagens, interação, etc. Ainda, o pesquisador fez a distinção entre a realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV).

Realidade aumentada (RA), de acordo com Erito, é quando usamos elementos do metaverso dentro da nossa própria realidade. Já a realidade virtual (RV) é tudo aquilo que está presente fora da nossa realidade, ou seja, dentro das telas, na internet, por exemplo.

Em relação à saúde cardiovascular, Erito explicou que estas ferramentas e novas tecnologias podem contribuir para diversas práticas, como por exemplo, para uma aula de anatomia cardiovascular em corações digitais. Ainda, elas podem ajudar a criar avatares que possibilitem calcular o risco cardiovascular em pacientes reais, bem como sensores que, acoplados ao corpo humano e conectados à I.A (Inteligência Artificial), podem captar sinais vitais do corpo e coração.

Após a apresentação, houve um debate com a presença dos médicos Álvaro Avezum Junior (SP) e Silvio Henrique Barberato (PR).